
15 DIAS NO EGITO E 5, EM MADRID: NOSSO DIÁRIO DE BORDO – Em maio de 2026, fizemos uma viagem maravilhosa. Fomos, pela segunda vez, para o Egito. Desta vez, porém, foi uma experiência completa. Revisitamos as pirâmides, fizemos um cruzeiro pelo Nilo com direito a muitos templos gigantescos e relaxamos uns dias em um resort com tudo incluso em Hurghada, no Mar Vermelho. E além do Egito, ainda deu tempo de passar cinco dias em Madrid (também nossa segunda vez na capital espanhola). Nesse post, vamos contar tudo que fizemos nessa viagem em nosso diário de bordo. Ao final, deixa seu comentário.
1º DIA – VOO PARA MADRID (08/05/2026)
O dia hoje começou bem cedinho. Por volta das quatro horas da manhã, deixamos o Hotel Lagoon Prime em Lagoas Santa e seguimos de carro até o aeroporto, a 15 minutos de distância.
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Nosso primeiro voo foi para Brasília, onde fizemos uma conexão rápida de uma hora. Depois, voamos para Campinas, onde passamos o dia em uma sala vip, aguardando nosso voo para Madrid. A The Lounge Viracopos (que nós usamos com o cartão da Porto Bank, via Lounge Key – Mastercard) não estabelece tempo mínimo de permanência e ainda tem chuveiros.
Nós ficamos por ali por cerca de oito horas e foi excelente, principalmente, porque, como sempre, a Azul atrasou o voo por três vezes. Era para termos embarcado às 20:15 horas, mas só saímos por volta da meia noite e quinze minutos – cerca de quatro horas de atraso.
2º DIA – CHEGADA EM MADRID (09/05/2026)
Chegamos em Madrid por volta das 15:30 horas. E, apesar de uma aeronave muito apertada e de termos ficamos exatamente na última fileira do meio (sem janelaaa, kkk), o voo foi excelente. Não balançou nada. Durante o trajeto, foi servido jantar e lanche que estavam muito gostosos.
Essa foi nossa segunda vez em Madrid. A primeira foi em 2019 e você pode ler aqui tudo que fizemos em 4 dias de viagem.
Nossa primeira providência em Madrid foi sacar um pouco de dinheiro para deixar como garantia para o caso de algum lugar não aceitar cartão. Depois, pedimos um Uber para chegarmos ao hotel (25,93 dólares). Nós ficamos no Hotel Moderno Puerta del Sol.
Aliás, queremos destacar que o hotel é muito bem localizado na Puerta del Sol e perto de vários restaurantes, El Cortez, entre outros. Vale bem a pena!
Chegamos em Madrid com um pouco de chuva, que passou rápido, e bem friozinho. Além disso, nessa época do ano, o tempo escurece muito tarde, por volta das 21 horas. Então, deu para aproveitar um pouco mais o dia, embora estivéssemos muito cansadas.
Nos instalamos, demos um voltinha no El Cortez (que fica atrás do hotel) e na Praça Puerta del Sol, comemos no MC Donal’ds, como sempre, e fomos descansar um pouco da viagem para, amanhã, iniciarmos de fato nossa viagem de 20 dias.
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3º DIA – MADRID (10/05/2026)
Aproveitamos o dia para levantar mais tarde um pouco hoje. Como não temos nada programado com horário em Madrid, vamos aproveitar apenas para curtir a cidade sem pressa.
O único fator que atrapalhou um pouco na parte da manhã foi a chuvinha, mas, mesmo assim, deu para aproveitar bem o dia: passamos pela Puerta del Sol, Teatro Real, Praça do Retiro, Palácio Real (na lateral), Praça de Espanha e seguimos pela Grand Via até chegarmos na Primark, onde fizemos umas comprinhas.
No caminho até a Primark, paramos na igreja de San Ginés, que é uma das mais antigas da cidade, e assistimos à uma missa (o finalzinho dela, na verdade). Bem no dia das mães. Nada melhor para começarmos o dia!
Depois das compras, paramos no MC Donalds para “almojantar” (kkk), fizemos comprinhas de água, camiseta de time, maquiagem para criança e terminamos o dia na Confeitaria “La Mallorquina”, a doceria mais tradicional na cidade, em funcionamento desde 1894.
Aliás, ela fica lotada! É possível comprar no balcão (muito tumulto) ou pegar a senha e subir para o salão para saborear as iguarias com calma. Essa última foi a nossa escolha. Depois desse lanchinho gostoso, voltamos para hotel, que fica, praticamente, ao lado.
4º DIA – MADRID (11/05/2026)
A programação de hoje foi bem diferente da que a gente havia planejado. Mas é assim mesmo! Nosso plano era ir até Valência de trem (já havíamos comprado os tickets ainda no Brasil – 177 dólares). Porém, mamis abusou dos doces no dia de ontem e passou mal a noite inteira. Resultado: desidratou e não teve condições de fazer o passeio.
Por conta disso, eu levantei bem cedinho e fui até a farmácia comprar soro para ela. Ficamos no quarto até quase meio dia.
Em seguida, eu, sozinha, fui dar uma volta pela cidade. Andando, cheguei na Plaza Mayor, no Mercado San Miguel e no restaurante Botin, o mais antigo do mundo.
Mais tarde um pouco, perto da hora do almoço, mamis e Danubia se juntaram a mim na Praça e nós andamos mais um pouco.
Para o almoço, nossa escolha foi a churrascaria rodízio brasileira “Brasayleña”. Não é exatamente como aqui no Brasil, mas estava tudo muito gostoso e valeu a pena! Tudo deu 67 euros (R$ 418,08).
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Depois, continuamos nossas andanças pela cidade. Seguimos até a Matriz de Madrid. Dali, mamis e Danubia voltaram para o hotel e eu fui andar mais um pouco: cheguei no Palácio Real, Jardim de Sabatine, Praça de Espanha, Parque da Montanha e Templo de Debod.
Á noite, fomos a pé até o Botin, restaurante em funcionamento desde 1725 (considerado o mais antigo do mundo pelo Guinness World Records) e famoso pelo leitão assado, prato que foi citado em um romance de Hemingway.
Pedimos uma sopa de frango e fillet mignon Botín, com suco, água e refrigerante. Tudo deu 92,50 euros (R$ 577,20).
5º DIA – MADRID (12/05/2026)
Nosso último dia em Madrid e, novamente, levantamos mais tarde. Aliás, pausa para falar da cama desse hotel. Gente, é maravilhosa. Com frio e aquele colchão, não dava vontade de levantar!
Mas, depois do café da manhã, fomos andar mais um pouco pela cidade. Fizemos check out, deixamos as malas guardadas e fomos “bater pernas”.
Fomos a pé até a Primark novamente e paramos para almoçar em um restaurante próximo da Puerta del Sol e do hotel. Pedimos o menu do dia: entrada (empanadas) + prato principal (frango grelhado com batata frita) + sobremesa (pudim, sorvete e arroz con Leche) + bebida (água e refrigerante). Tudo deu 61,20 euros (R$ 381,89).
Depois do almoço, ainda deu tempo de fazermos uma foto aleatória na rua (um fotógrafo tira foto e imprime na hora em uma espécie de jornal antigo. Você paga o quanto quiser e se quiser. Nós demos cinco euros).
Também paramos na “Churrería 1902″, a mais antiga da Espanha. Nosso pedido foi um churro com doce de leite tradicional que custou 6 euros (R$ 37,44).
Por volta das 15:30, pegamos um Uber e seguimos em direção ao aeroporto de Madrid. Como nosso voo era apenas oito horas da noite, aproveitamos a sala vip “Neptuno Lounge”, com acesso quatro horas antes do horário da partida via cartão Elo Dinners – Priority Pass.
A sala é muito boa e bem completa. Nós até aproveitamos para tomar banho antes de chegarmos no Egito. Nosso voo com destino a Casablanca saiu pontualmente às 20:10 horas pela Royal Air Maroc. Aliás, gostamos muito da companhia.
6º DIA – CAIRO (13/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Nosso voo teve uma conexão em Casablanca de 4:10 horas. Embarcamos para o Cairo às 01:10 e chegamos na capital egípcia por volta das 8:30 horas da manhã.
Essa foi nossa segunda vez no Egito. A primeira foi em 2018 e você pode ler aqui tudo que fizemos em dois dias de viagem.
Chegando no aeroporto, já fomos recepcionadas pela equipe da Queops, que foi quem organizou toda essa fam trip, voltada para agentes de viagem do Brasil inteiro. Essa, aliás, foi a primeira viagem que fazemos em grupo, com outras cerca de 40 pessoas. Apesar das amizades, que foram maravilhosas, foi muito corrido e cansativo.
IMPORTANTE: no Egito, o pessoal do transfer recebe o passageiro logo após ele sair da aeronave. É ele quem providencia o visto, o formulário de imigração e recebe as bagagens. Isso é muito importante.
Na nossa chegada, encontramos ainda com outras agentes de viagem e aproveitamos para sacar a libra egípcia pelo nosso cartão Wise.
Aliás, é bom esclarecer que no Wise tem opção de abrir a conta em Libra Egípcia. Nós íamos criar, porém, como o câmbio estava praticamente o mesmo do dólar, optamos pela moeda americana e todo saque que realizávamos no dinheiro local debitava dela.
Fomos com os agentes e o guia da Queops até o Hotel Hilton Cairo Grand Nile, onde ficamos hospedadas por duas noites iniciais e, depois, por mais quatro diárias. Aliás, o hotel é muto bom e com ótima estrutura. Vale muito a pena.
Como o quarto ainda não estava liberado, nós almoçamos no restaurante do hotel. Pedimos pizza, hambúrguer, macarrão, suco e refrigerante. Tudo deu 3.983,03 libras egípcias (R$ 370,42).
Antes de nos instalarmos, providenciamos o pagamento de alguns passeios opcionais que só poderiam ser contratados no Egito: tumba de Tutancâmon + Passeio de balão + jantar com show flutuante para uma pessoa, pois já estava incluso para duas (e que trocamos pelo jantar em frente às pirâmides). Tudo deu 703,57 dólares (R$ 3.651,53).
Ainda no Brasil, nós já tínhamos contratado Alexandria + Abul Simbel + Museu Nacional da Civilização com igreja da Caverna. Para três pessoas, deu R$ 6.459,97.
7º DIA – PIRÂMIDES DE GIZÉ + SAQQARA + MEMPHIS (14/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Hoje foi dia de visitar as pirâmides. Depois do café da manhã, o grupo seguiu direto para o Platô onde estão as lindas Quéops, Quefren e Miquerinos.
Além de fazer algumas fotos do lado de fora e ficar um pouco no famoso mirante, eu e Danubia entramos na pirâmide de Queops, a única antiga maravilha do mundo ainda de pé.
Confesso que estava apreensiva pelos vídeos que sempre víamos na internet. Mas, apesar do calor e da enorme quantidade de gente lá dentro, foi bem mais tranquilo do que eu imaginava. Valeu muito a pena! É algo surreal saber que estávamos em um lugar com cerca de 4.600 anos.
Nossa única reclamação foi o tempo curto para fazer tudo que queríamos. Quem entrou no interior da pirâmide, por exemplo, não conseguiu fazer fotos do lado de fora. Quem optou em desfrutar do mirante, como nós, não conseguiu andar de camelo, como Danubia queria.
Depois da visita ao complexo, seguimos para uma tradicional fábrica de papiros, onde acompanhamos uma demonstração do processo de fabricação do famoso papel utilizado pelos antigos egípcios. Em seguida, partimos em direção a Saqqara e Memphis.
No caminho, fizemos uma parada para almoçar em um restaurante local antes de continuarmos o passeio.
O menu incluía o Koshari, considerado o prato nacional do Egito. É uma combinação de arroz, macarrão, lentilhas e grão-de-bico (coberto ou não de molho de tomate temperado e cebola frita crocante) + berinjela + batata frita + frango grelhado + carne ensopada + pão árabe feito no local + suco + água + refrigerante. Tudo deu 2.300 libras egípcias (R$ 213,90). Estava bem gostoso. Mamis, claro, não gostou porque viu a mulher no restaurante sentada no chão, fazendo o pão. Não teve coragem de comer nada kk.
Após o almoço, seguimos para Memphis. Este é um dos sítios arqueológicos mais antigos e importantes do Egito. Aliás, essa foi também a primeira capital do país unificado, fundada por volta de 3.100 a.C.
É lá que está um pequeno museu a céu aberto de Mit Rahina, onde estão alguns dos achados mais impressionantes da região. Mas o grande destaque é a estátua colossal de Ramsés II, com cerca de 10 metros de altura. Impressionante.
De Memphis, seguimos para Saqqara, que abriga a maior necrópole do Egito e reúne monumentos que contam mais de quatro mil anos de história. O sítio arqueológico é famoso por ser o local onde surgiu o conceito de pirâmide que conhecemos atualmente.
Seu principal destaque é a Pirâmide de Djoser, construída por volta de 2630 a.C. para o faraó Djoser. Projetada pelo arquiteto Imhotep, ela é considerada a primeira pirâmide de pedra da história e marcou uma revolução na arquitetura do Egito Antigo. Com cerca de 62 metros de altura, foi uma das construções mais impressionantes de sua época.
No final do dia, a Queops junto com o Ministério do Turismo do Egito ofereceram um jantar de boas-vindas no hotel Sofitel, em frente ao Rio Nilo. Tudo muito gostoso e típico. E a vista era uma atração à parte. Um espetáculo!
8º DIA – IDA PARA ASWAN + TEMPLO DE PHILAE + VILA NÚBIA (15/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Hoje o dia começou ainda de madrugada. Por volta das três horas da manhã, organizamos tudo no hotel e seguimos com o grupo para o aeroporto do Cairo, onde pegamos um voo direto da Egyptair em direção a Aswan.
Nosso voo saiu bem cedo, por volta das 06:20, e foi bem curtinho, em torno de 01:20 hora. Assim que chegamos, seguimos direto para o primeiro passeio do dia: o Templo de Pilhae.
Localizado na Ilha de Agilkia, em Aswan, o Templo de Philae é um dos monumentos mais bonitos e bem preservados do Egito. Dedicado à deusa Ísis, foi um importante centro religioso do Egito Antigo e permaneceu ativo até o período greco-romano. Segundo a mitologia egípcia, foi nessa região que Ísis teria reunido os restos mortais de Osíris após sua morte, tornando o local especialmente sagrado.
Originalmente construído na antiga Ilha de Philae, o templo correu o risco de desaparecer após a construção da Represa de Aswan. Para salvá-lo, uma grande operação internacional coordenada pela UNESCO transferiu todo o complexo pedra por pedra para a Ilha de Agilkia, preservando um dos mais importantes tesouros arqueológicos do país.
Nesse passeio, mamis não participou porque teria que entrar em um barco pequeno, que ela não entra. Então, nós fomos e ela seguiu com o pessoal da Queops para o navio
IMPORTANTE: é bom deixar claro que o navio do cruzeiro fluvial no Nilo em nada se parece com as embarcações de cruzeiros marítimos. Ele é bem menor e mais simples. O objetivo é explorar os templos pelo caminho, como de Abul Simbel, Edfu, Kombo Ombo, Luxor, Vila Núbia e outros.
Depois do templo, passamos por uma fábrica de essências, onde aprendemos sobre a fabricação de perfumes, e fomos para o barco “Nile Symphony” para, enfim, continuarmos a programação. Nos instalamos no navio, almoçamos e ficamos um pouco na área da piscina.
À noite, enquanto mamis e Danubia ficaram descansando, eu fui fazer o passeio de feluca até a Vila Núbia com mais algumas pessoas.
O passeio é bacana e vale muito a pena. Começou com uma navegação pelo Rio Nilo até a vila. No trajeto muita música típica e bela paisagens. Em determinado momento, a feluca para e é possível se banhar nas águas do Nilo. Mas tem que tomar cuidado – tem camelo tomando banho na água e, por isso, tem muito cocô do animal nas areias kk.
Ao chegarmos, a gente caminhou pelas ruas decoradas, visitamos uma casa tradicional Núbia, aprendemos árabe em uma escola local e até vimos (algumas pessoas carregaram, eu não kk) crocodilos criados por algumas famílias, uma tradição bastante conhecida na região. E os camelos andando pelas ruas, tranquilamente. É muito diferente.
Também deu tempo de negociarmos com os vendedores da feirinha que se estende por toda a vila. Eu comprei imãs e camisa do time egípcio.
A Vila Núbia é um dos passeios mais interessantes para quem visita Aswan e deseja conhecer um lado diferente do Egito, além dos templos e sítios arqueológicos. Localizada às margens do Rio Nilo, a comunidade é conhecida por suas casas coloridas, pela hospitalidade dos moradores e pelas tradições preservadas há séculos pelo povo núbio, que vive na região entre o sul do Egito e o norte do Sudão.
Ao final da noite, jantamos e fomos dormir, afinal, o dia começou de madrugada e estávamos muito cansadas.
9º DIA – IDA PARA ABUL SIMBEL + KOM OMBO (16/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Mais um vez, nosso dia começou de madrugada. Acordamos por volta das três horas da manhã e seguimos para Abul Simbel, distante cerca de 300 quilômetros.
Os Templos de Abu Simbel estão entre as construções mais impressionantes do Egito Antigo. Escavados diretamente na rocha durante o reinado de Ramsés II, no século XIII a.C., eles foram erguidos próximo à fronteira com o Sudão para demonstrar a força do império egípcio na região da Núbia.
O complexo reúne dois santuários: o maior, dedicado a Ramsés II, chama a atenção pelas quatro gigantescas estátuas do faraó na fachada, enquanto o menor homenageia sua esposa Nefertari e a deusa Hathor. Além da grandiosidade arquitetônica, Abu Simbel é famoso por seu alinhamento com o sol, que ilumina o santuário interno em datas específicas do ano. Outro fato impressionante é que todo o conjunto foi desmontado e transferido para um local mais alto na década de 1960, evitando que fosse inundado pelas águas do Lago Nasser.
De volta no final da tarde, nos divertimos vendo os barquinhos de vendedores se amarrando no barco para vender seus produtos. O mais engraçado é que eles jogam as peças para o alto e, quem quiser comprar, joga o dinheiro para eles.
Mas antes da compra fechada, é preciso pechinchar muito. Faz parte da cultura deles. Segundo nosso guia, o ideal é sempre começar a negociação com menos da metade do valor pedido por eles. É bem divertido.
Nossa próxima atividade do dia, no finalzinho da tarde, foi o passeio ao templo de Komb Ombo, encostadinho onde o barco estava ancorado. Tanto que fomos a pé. Na verdade, só fomos eu e Danubia. Mamis ficou na cabine, descansando.
Localizado às margens do Rio Nilo, entre Aswan e Luxor, o Templo de Kom Ombo é um dos mais curiosos do Egito por ter sido dedicado a duas divindades ao mesmo tempo: Sobek, o deus crocodilo, associado às águas do Nilo e à fertilidade, e Hórus, o deus falcão, ligado à proteção e à realeza. Sua arquitetura simétrica, com ambientes praticamente espelhados, faz dele um dos templos mais singulares do país.
Durante a visita, é possível admirar relevos muito bem preservados que retratam cerimônias religiosas, oferendas e até instrumentos médicos utilizados na antiguidade.
Ao lado do templo fica o Museu do Crocodilo, onde estão expostas múmias desses animais sagrados, ajudando a compreender a importância que eles tinham na cultura e na religião do Egito Antigo.
Depois do passeio, voltamos para o barco, jantamos e ficamos um pouquinho no terraço, onde aconteceu a noite árabe. Mas como estávamos muito cansadas, não ficamos nem uma hora e já fomos dormir.
10º DIA – KARNAK E LUXOR (17/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Hoje, a programação incluía um passeio ao templo de Edfu, porém, como era opcional e tinha que levantar muito cedo, optamos por não fazer. Disseram que é um dos lugares mais bonitos da viagem. Mas, enfim, aproveitamos para dormir até tarde.
Ainda a bordo do cruzeiro pelo Nilo, tivemos a oportunidade de acompanhar a passagem pela eclusa de Esna, uma experiência curiosa que faz parte da navegação entre Luxor e Aswan. A estrutura funciona como uma espécie de elevador para embarcações, permitindo que elas superem as diferenças no nível da água ao longo do rio.
O processo é interessante de observar: o navio entra em um canal cercado por grandes comportas e, em seguida, o nível da água sobe ou desce até atingir a altura necessária para a continuação da viagem. Além de mostrar na prática uma importante obra de engenharia, a travessia rende um momento diferente na viagem.
Nessa navegação, nós até aproveitamos para comprar tapete e canga com os vendedores dos barquinhos. O tapete que custava 15 dólares, saiu por cinco. Comprei junto a canga, tudo por 10 dólares. Uma pechincha kk.
Depois do almoço, chegamos a Luxor, uma das cidades mais importantes do Egito Antigo, para visitar dois de seus monumentos mais famosos: os templos de Karnak e de Luxor.
Nossa primeira parada foi o Templo de Karnak, considerado o maior complexo religioso do Egito. Construído ao longo de mais de dois mil anos por diferentes faraós, ele impressiona pela grandiosidade de suas colunas, obeliscos, estátuas e enormes pátios. O destaque fica para a famosa Sala Hipostila, com 134 colunas gigantes cobertas por hieróglifos e relevos que ajudam a contar a história do antigo império egípcio.
Em seguida, paramos em uma fábrica de cremes e chás. Até compramos um para tirar manchas e oitro para rugas. Será que vai funcionar? Não sabemos… mas compramos kkk
Depois, fomos para o Templo de Luxor, localizado às margens do Rio Nilo. Dedicado ao deus Amon, o local foi palco de importantes cerimônias religiosas e chama a atenção pelas estátuas monumentais de Ramsés II pelos pátios cercados de colunas e pelos detalhes esculpidos em suas paredes. Junto com Karnak, forma um dos conjuntos arqueológicos mais impressionantes do Egito.
De volta ao barco, jantamos e eu e mais outros agentes fomos visitar um outro navio de categoria superior – Alexander The Great – para poder vender melhor aos nossos clientes.
11º DIA – VOO DE BALÃO + VALE DAS RAINHAS + VALE DOS REIS + HURGHADA (18/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Começamos o dia com uma das experiências mais marcantes das nossas vidas (minha e de Danubia, é claro, kk). De madrugada, fizemos check out no barco e seguimos para um ponto onde fizemos o famoso voo de balão em Luxor. Mamis ficou no ônibus nos aguardando.
A atividade durou quase uma hora, tempo em que sobrevoamos o Vale do Reis e vimos paisagens lindas.
Considerado um dos voos de balão mais bonitos do mundo, o passeio em Luxor acontece ao nascer do sol e proporciona vistas impressionantes da margem oeste do Rio Nilo. No dia do nosso voo, contamos cerca de 26 balões colorindo o céu ao mesmo tempo, criando um cenário inesquecível. Do alto, é possível observar o contraste entre o verde das áreas irrigadas pelo Nilo e as montanhas áridas do deserto, além de avistar o Vale dos Reis, o Templo de Hatshepsut, pequenas vilas egípcias, plantações e o próprio Rio Nilo serpenteando pela paisagem. Com o sol surgindo lentamente no horizonte e iluminando os monumentos milenares, o passeio se transforma em uma experiência única, capaz de revelar toda a grandiosidade da antiga civilização egípcia sob uma perspectiva privilegiada.
Depois do passeio, reencontramos mamis e o restante do grupo que não participou do voo de balão. Antes de seguirmos para a próxima atração, fizemos uma rápida parada para conhecer os famosos Colossos de Memnon, duas impressionantes estátuas de pedra localizadas na margem oeste de Luxor.
Colossos de Memnon – com cerca de 18 metros de altura, elas representam o faraó Amenhotep III e são tudo o que restou de um gigantesco templo funerário construído há mais de três mil anos. Mesmo isolados em meio à paisagem, os colossos continuam chamando a atenção pela grandiosidade e ajudam a imaginar o tamanho e a importância do complexo que existia no local durante o auge do Egito Antigo.
Nossa próxima parada foi na margem oeste de Luxor, uma região repleta de tesouros arqueológicos do Egito Antigo. Começamos pelo impressionante Templo de Hatshepsut, construído em homenagem à única mulher que governou o Egito como faraó. Esculpido junto às falésias do deserto, o monumento chama a atenção por sua arquitetura única, formada por grandes terraços e colunatas que se integram perfeitamente à paisagem.
Em seguida, visitamos o famoso Vale dos Reis, local escolhido para abrigar as tumbas dos faraós do Novo Império. Foi ali que conhecemos, nessa ordem, os túmulos de Ramsés III, Tutancâmon, Ramsés IX e Ramsés IV. Todos eles decorados com hieróglifos e pinturas que permanecem surpreendentemente preservados após milhares de anos.
Túmulo de Ramsés III (KV11) – o túmulo de Ramsés III é um dos mais bonitos e bem preservados do Vale dos Reis. Seus corredores são decorados com hieróglifos coloridos e cenas que retratam a jornada do faraó rumo à vida após a morte. Ramsés III governou o Egito entre 1186 e 1155 a.C. e ficou conhecido por defender o império contra invasões estrangeiras. Durante a visita, chamam a atenção os detalhes das pinturas, que ainda preservam cores vibrantes mesmo após mais de três mil anos.
Túmulo de Tutancâmon (KV62) – apesar de ser menor que muitos outros túmulos da necrópole, o de Tutancâmon é um dos mais famosos do mundo. E o que a gente mais aguardava visitar.
O jovem faraó governou o Egito por volta de 1332 a 1323 a.C. e sua tumba ganhou notoriedade após ser descoberta praticamente intacta pelo arqueólogo Howard Carter, em 1922. No local foram encontrados mais de cinco mil objetos, incluindo móveis, joias, carruagens, estátuas e a famosa máscara de ouro que hoje está exposta no Grande Museu Egípcio (GEM).
Durante a visita, é possível observar as pinturas originais nas paredes da câmara funerária, além do sarcófago de pedra onde estavam os caixões encaixados um dentro do outro. A múmia de Tutancâmon também permanece no interior da tumba, tornando a experiência ainda mais especial para quem visita o Vale dos Reis.
Túmulo de Ramsés IX (KV6) – o túmulo de Ramsés IX impressiona por seus amplos corredores e pela riqueza dos relevos esculpidos nas paredes. Ramsés IX governou entre aproximadamente 1129 e 1111 a.C. e foi o oitavo governante da XX Dinastia, em um período de desafios para o Egito. Ao longo do percurso, os visitantes observam representações de deuses, textos sagrados e cenas relacionadas à passagem para o além. A boa conservação dos desenhos ajuda a compreender as crenças religiosas dos antigos egípcios.
Túmulo de Ramsés IV (KV2) – localizado próximo à entrada do Vale dos Reis, o túmulo de Ramsés IV é um dos mais acessíveis e bem preservados do Vale dos Reis. Logo ao entrar, os longos corredores chamam a atenção pela quantidade de hieróglifos e pinturas coloridas que retratam deuses, rituais religiosos e a jornada do faraó rumo à vida após a morte. Os tetos decorados com representações astronômicas também estão entre os destaques da visita.
Na câmara funerária encontra-se o enorme sarcófago de pedra onde Ramsés IV foi sepultado. A grandiosidade da peça ajuda a imaginar a importância do faraó, que governou o Egito por volta de 1155 a 1149 a.C. Mesmo após mais de três mil anos, os detalhes das inscrições e das pinturas continuam impressionando os visitantes.
Depois do Vale dos Reis, seguimos no ônibus por cerca de quatro horas até o resort all inclusive Pharaoh Azur, em Hurghada, no Mar Vermelho.
Chegamos no local no final da tarde. Só deu tempo de nos instalar, jantar e dormir um pouco. Afinal, foi um dia maravilhoso, mas muito cansativo.
12º E 13º DIAS – HURGHADA (19 E 20/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Estes dois dias foram de puro relaxamento. Não contratamos nenhum passeio opcional (algumas pessoas foram até a famosa ilha de Orange Bay e também fizeram o tradicional banho turco). Preferimos curtir a estrutura muito boa do resort, o mar na praia privativa, comer e beber à vontade. Afinal, estava tudo incluso.
Á noite, nós até fomos em uma galeria de souvenires em frente à hospedagem e compramos imãs, remédio e uma estátua de camelo. Fizemos ótimas negociações!
14º DIA – IDA PARA O CAIRO + MUSEU DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA (21/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
Após o café da manhã, retornamos para o Cairo em um trajeto de cerca de cinco horas. No caminho, contemplamos a imensidão desértica, combinada em alguns trechos com o Mar Vermelho. É surreal ver tudo isso ao vivo.
No percurso, fizemos uma parada para almoçar e, por volta das 14h, chegamos ao Museu Nacional da Civilização Egípcia, no Cairo. Inaugurado em 2021, o espaço reúne milhares de peças que ajudam a contar a história do Egito desde a pré-história até os dias atuais.
O grande destaque é a Sala das Múmias Reais, onde estão expostos os corpos de alguns dos mais importantes faraós e rainhas do Egito Antigo – lá dentro não pode fotografar ou filmar.
Entre as 22 múmias transferidas para o museu durante o famoso Desfile Dourado dos Faraós estão Ramsés II, Ramsés III, Ramsés IV, Ramsés V, Ramsés VI, Ramsés IX, Seti I, Seqenenré Tao, Amenófis I, Amenófis II, Amenófis III, Tutmés I, Tutmés II, Tutmés III, Tutmés IV, Siptá, Merneptá, Seti II, além das rainhas Ahmose-Nefertari, Hatshepsut, Tiye e Meritamon.
Ver de perto esses governantes que viveram há mais de três mil anos é uma das experiências mais impressionantes de uma viagem ao Egito.
Depois da visita ao Museu, voltamos para o mesmo Hotel Hilton Cairo Grand Nile, descansamos um pouco e fomos para o jantar no rooftop 7000 que fica em um hotel em frente às pirâmides. A vista é linda! E a comida, deliciosa.
Eu e Danubia pedimos um salmão com purê e legumes. E mamis, filet mignon com purê e legumes. Além de bebidas – chá, água, suco e refrigerante. Pagamos somente as bebidas, que deu 400 libras (R$ 37,20), porque a refeição e o transfer já haviam sido pagos anteriormente (tínhamos contratado o jantar com show flutuante no Rio Nilo e trocamos por esse).
15º DIA – GEM, FORTALEZA DE SALADINO, CAIRO COPTA, BAZAR KHAN-EL-KHALILI (22/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – O dia foi dedicado à exploração do Cairo em um city tour completo. Começamos cedo pelo Grande Museu Egípcio (GEM), o maior museu arqueológico do mundo dedicado à uma única civilização.
Inaugurado oficialmente em 2025, ele reúne mais de 100 mil peças que contam a história do Egito Antigo. Entre os destaques, está a coleção de Tutancâmon, exibida pela primeira vez quase completa em um único local.
Entre os tesouros estão os quatro grandes santuários dourados que protegiam a câmara funerária, os três sarcófagos encaixados um dentro do outro – sendo o mais interno feito de ouro maciço – e a famosa máscara funerária de ouro, considerada uma das obras-primas da arqueologia mundial e de valor inestimável. A exposição ainda reúne joias, móveis, carruagens, armas, roupas e diversos objetos encontrados na tumba do jovem faraó.
Depois da visita ao museu, seguimos para um city tour pela capital egípcia. A primeira parada foi no Cairo Copta, a parte mais antiga da cidade e um importante centro do cristianismo no Egito. Ali visitamos a Igreja de São Sérgio e Baco que, segundo a tradição cristã, foi construída sobre uma gruta onde a Sagrada Família teria se refugiado por cerca de três meses durante sua fuga para o Egito.
Em seguida, fizemos uma pausa para o almoço. Nossos pedidos foram macarrão + filet de frango com arroz e batata frita + sucos e refrigerante. Tudo deu 47,62 dólares (R$ 247,15).
A próxima parada foi na Cidadela de Saladino, uma fortaleza construída no século XII para proteger a cidade das invasões. Dentro do complexo está a imponente Mesquita de Muhammad Ali, também conhecida como Mesquita de Alabastro, um dos principais cartões-postais do Cairo.
Para encerrar o dia, tivemos tempo livre para explorar o Khan el-Khalili, o bazar mais famoso do país. Fundado no século XIV, o mercado reúne centenas de lojas e bancas que vendem especiarias, perfumes, joias, lanternas, tecidos, souvenires e artesanato típico, proporcionando uma verdadeira imersão nos aromas, cores e tradições do Cairo. Nós até compramos a máscara de Tutancâmon de souvenir por 300 libras (o valor inicial era de1.500 libras).
Pra fechar o dia, tivemos um jantar oferecido pela Queops no próprio hotel Hilton, onde recebemos um certificado de especialistas em vendas do destino Egito.
16º DIA – ALEXANDRIA (23/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Depois do café da manhã no hotel, seguimos para Alexandria, cidade fundada por Alexandre, o Grande, em 331 a.C. e considerada uma das mais importantes do mundo antigo. Após cerca de três horas de viagem, começamos nosso passeio conhecendo alguns dos principais cartões-postais da cidade.
A primeira parada foi nas Catacumbas de Kom El Shoqafa, um impressionante complexo subterrâneo descoberto no início do século XX. Considerado uma das Sete Maravilhas da Idade Média, o local reúne túmulos e câmaras funerárias que misturam elementos das culturas egípcia, grega e romana, refletindo a diversidade que marcou Alexandria ao longo de sua história.
Em seguida, visitamos a moderna Biblioteca de Alexandria, inaugurada em 2002 para homenagear a lendária biblioteca da Antiguidade.
Fundada por volta do século III a.C., a antiga Biblioteca de Alexandria foi o maior centro de conhecimento do mundo antigo, reunindo centenas de milhares de manuscritos sobre filosofia, matemática, astronomia, medicina e diversas outras áreas do saber. Infelizmente, ela foi sendo destruída ao longo dos séculos por incêndios, guerras e conflitos, até desaparecer completamente. A atual surgiu para resgatar esse legado e hoje abriga cerca de dois milhões de livros, além de museus, galerias de arte, planetário e espaços dedicados à pesquisa e à preservação da cultura.
Antes da próxima atração, fizemos uma parada em um restaurante em frente ao mar de Alexandria. Nosso pedidos foram Koshari (mistura de arroz com canela, macarrão, lentilhas, grão-de-bico), batata frita, sorvete e bebidas (suco e refrigerante). Tudo deu 3.100 libras egípcias (R$ 288,30).
Para finalizar o roteiro, passamos pela Cidadela de Qaitbay, uma fortaleza construída no século XV às margens do Mar Mediterrâneo. O local ocupa uma posição histórica muito especial, pois foi erguido exatamente onde ficava o famoso Farol de Alexandria, considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
Construído por volta de 280 a.C., o farol tinha cerca de 100 metros de altura e servia como guia para as embarcações que chegavam ao porto da cidade. Ao longo dos séculos, a estrutura foi seriamente danificada por uma série de terremotos até desabar completamente no século XIV. Poucos anos depois, o sultão Qaitbay utilizou parte das pedras remanescentes para construir a fortaleza que existe atualmente.
Além de sua importância histórica, a cidadela de Qaitbay oferece belas vistas do Mar Mediterrâneo e do litoral de Alexandria.
Após o retorno para o Cairo, nós e alguns novos amigos iríamos a pé até o MC Donald’s. Porém, achamos que seria muito longe e decidimos comer uma pizza no restaurante do hotel mesmo. Tudo deu 1.165 libras egípcias (R$ 108,35).
17º DIA – IGREJA NA CAVERNA E COMPLEXO DAS PIRÂMIDES (24/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Depois do café da manhã, seguimos em transporte privativo para conhecer um dos lugares mais surpreendentes do Cairo e que foge dos roteiros tradicionais: a Igreja da Caverna, também conhecida como Mosteiro de São Simão.
Localizada no bairro de Mokattam, ela foi construída no interior de uma enorme formação rochosa e impressiona pelo tamanho, podendo receber milhares de fiéis em celebrações religiosas. Esculpida diretamente na pedra, a igreja possui belos relevos bíblicos e é um importante centro da comunidade cristã copta do Egito.
LENDA – o local está ligado à famosa lenda da “fé que move montanhas”. Segundo a tradição copta, no século X uma montanha teria sido movida milagrosamente após intensas orações dos cristãos, inspiradas por uma passagem bíblica. A história é tão importante para os coptas que diversas esculturas e painéis na igreja retratam esse acontecimento.
Para chegar até a igreja, porém, é preciso atravessar uma das áreas mais curiosas da cidade, conhecida como Bairro do Lixo. A região é habitada pelos zabbaleen, comunidade responsável por coletar e reciclar grande parte dos resíduos do Cairo.
Durante o trajeto, é comum ver montanhas de sacos de lixo espalhadas pelas ruas, caminhões carregados de resíduos e um intenso trabalho de separação de materiais recicláveis.
O que mais chama a atenção é o contraste entre o lixo e a rotina dos moradores: em meio aos resíduos, encontram-se bancas vendendo frutas, verduras, pães e outros produtos do dia a dia. Além disso, o forte odor acompanha boa parte do percurso, tornando a experiência bastante impactante.
Ainda assim, é impressionante ver como a comunidade vive e trabalha na região, criando um cenário único e muito diferente de qualquer outro lugar do Cairo, já que ao final surge uma das igrejas mais grandiosas e surpreendentes do Egito.
Depois da visita à Igreja da Caverna, o transfer nos deixou novamente no Complexo das Pirâmides, pois queríamos aproveitar o restante do dia para explorá-lo com mais calma. No entanto, acabamos chegando já perto das 14 horas e o local fecha às 16 horas, o que limitou bastante nosso tempo por lá. Não deu para fazer tudo que queríamos. Por exemplo, não fomos na Grande Pirâmide de Queops para mais umas fotinhos, kk.
Mesmo assim, conseguimos ir até o famoso mirante para gravar algumas imagens e a famosa dancinha “Brasil com Egito”, comprar mais um souvenir (um sarcófago de Tutancâmon cheio de detalhes e bem pesado, imagina isso na mochila kkk) e fazer um lanche com vista para a Esfinge. O restaurante fica em um ponto privilegiado, praticamente em frente ao rooftop onde jantamos em outro dia, oferecendo uma vista muito parecida do complexo.
Para nos locomover lá dentro, utilizamos os ônibus oficiais que circulam dentro da área arqueológica. É bem prático e fácil: os veículos seguem uma rota fixa dividida por cores e os visitantes podem embarcar e desembarcar quantas vezes quiserem ao longo do percurso.
A volta para o hotel foi de Uber e a experiência acabou sendo uma atração à parte. Nossa aventura começou antes mesmo de entrarmos no carro pela dificuldade em identificar qual era o veículo correto, uma vez que as placas no Egito utilizam números e letras em árabe. Nossa sorte foi encontrarmos um funcionário da Pizza Hut, que nos ajudou a localizar o motorista.
Depois veio a segunda parte da aventura: o trânsito do Cairo. Os motoristas costumam dirigir de forma bastante diferente da gente, com muitas buzinas e mudanças rápidas de faixa. E ainda correm muito, um estilo de condução que pode parecer caótico para quem não está acostumado. Entre carros, motos e pedestres dividindo espaço, o trajeto acabou sendo mais uma experiência curiosa para conhecer o dia a dia da cidade.
Ao chegarmos ao hotel, organizamos um pouco as coisas e eu e Danubia resolvemos ir até o McDonald’s que ficava próximo. Deixamos mamis descansando no quarto e seguimos a pé até a lanchonete. O que parecia uma caminhada simples acabou se transformando em mais uma aventura no Cairo.
A maior dificuldade foi atravessar as ruas. Os carros praticamente não param para os pedestres, então é preciso esperar uma oportunidade, sinalizar para os motoristas e atravessar com atenção. Confesso que foi uma experiência ao mesmo tempo divertida e um pouco assustadora para quem não está acostumado com o trânsito local. No final, deu tudo certo: conseguimos comprar nossos lanches e voltar ao hotel para encerrar o dia.
18º DIA – VOO PRA MADRID (25/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
15 dias no Egito – Nosso último dia no Cairo foi mais tranquilo. Aproveitamos para curtir um pouco da estrutura do hotel, o Hilton Cairo Grand Nile, localizado às margens do Rio Nilo. Passamos algumas horas na piscina, almoçamos no restaurante do local, compramos alguns chocolates típicos egípcios para trazer para casa e aguardamos o transfer que nos levou ao aeroporto por volta das 19h30.
Chegando lá, nosso guia nos auxiliou com todos os procedimentos de embarque. Foi nesse momento que tivemos um pequeno perrengue: o excesso de bagagem. Na chegada ao Egito, nossas malas de mão já estavam acima do limite permitido, mas não tivemos problemas.
Na saída, porém, todas elas, mesmo as de mão, precisaram ser pesadas antes mesmo do acesso à área de embarque. O Egito tem procedimentos de segurança muito rigorosos. É preciso passar pelo Raio X na porta do hotel, nas atrações e no aeroporto por duas vezes. Tem de ficar esperto!
Então, como ultrapassamos o peso permitido, tivemos que pagar uma taxa de 9.121 libras egípcias (cerca de R$ 848). Felizmente, o guia conseguiu negociar e a cobrança foi feita apenas sobre duas das três malas.
Depois desse contratempo, aguardamos nosso voo para Madrid, programado para às 23h25.
Vale uma observação sobre a experiência com a companhia aérea: no trecho operado pela Iberia, com duração de quase cinco horas, não havia serviço gratuito de bordo, nem mesmo água. Além disso, os assentos possuíam pouca reclinação, o que acabou tornando a viagem menos confortável do que esperávamos.
19º DIA – VOO PARA BRASIL (26/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
Chegamos a Madri por volta das 3h30 da manhã e encontramos o aeroporto praticamente vazio. Como o acesso à sala VIP só era permitido quatro horas antes do horário do próximo voo, não tivemos outra opção a não ser esperar. Aproveitamos para fazer um lanche em uma das lanchonetes do terminal e até tiramos um cochilo apoiados nas mesas enquanto aguardávamos o tempo passar.
Por volta das 10 horas, finalmente conseguimos acessar a Sala VIP Cibeles, utilizando o benefício do cartão Elo Diners com Priority Pass. Ficamos por lá descansando, comendo e aproveitando a estrutura até o horário do embarque, previsto para as 13:30 horas.
O voo para Campinas durou cerca de 10 horas. Nesse período, foi servido um jantar muito gostoso com frango ao molho, purê, salada de batatas, pão e bolo, além de café da manhã com sanduiche, bolo e iogurte. Aliás, vale destacar que foi uma das comidas de avião mais gostosas que já comemos.
Pousamos no Aeroporto de Viracopos por vota das 19:10 horas. Já em solo brasileiro, chamamos um Uber e seguimos para o Hotel Golden Park Campinas Viracopos By Nacional Inn, onde passamos nossa última noite antes de seguirmos viagem para casa.
20º DIA – VOO PARA BELO HORIZONTE (27/05/2026) – 15 DIAS NO EGITO
Após o café da manhã no hotel (e confesso que já estávamos com saudade do café brasileiro, com pão de queijo, queijo Minas, frios e aqueles bolos deliciosos), seguimos para o Aeroporto de Viracopos para embarcar no voo com destino a Belo Horizonte, previsto para as 12:10 horas.
Chegamos em Confins por volta das 13:20 horas e, de lá, ainda encaramos cerca de duas horas de estrada até, finalmente, chegarmos em casa.
Assim, encerramos nossa viagem de 20 dias, cansadas, mas com o coração cheio de gratidão por tantas experiências, descobertas e momentos especiais que tivemos a oportunidade de viver juntas. Foram dias intensos, repletos de histórias, aprendizados e lembranças que certamente ficarão para sempre na nossa memória.
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