21 de junho de 2019
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Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam

Post atualizado em 30 de setembro de 2019
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam, Holanda

Por Daniela Almeida

Você consegue se imaginar vivendo durante dois anos escondido junto de mais sete pessoas em um espaço limitado, sem poder sair, sem poder ver a luz do dia e sem poder fazer qualquer barulho? Difícil, né.

Pois foi assim que viveu Anne Frank.

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Mas quem é Anne Frank? Anne Frank foi uma adolescente judia de 13 anos que passou dois longos anos (entre 1942 e 1944) escondida dentro de um anexo secreto em um prédio na cidade de Amsterdam, na Holanda.
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Ela e mais sete pessoas, todas judias - seu pai (Otto Frank), sua mãe (Edith), sua irmã (Margot), o dentista Fritz Pfeffer, além de um casal amigo com seu filho (Herman Van Pels, Auguste Van Pels e Peter Van Pels), passaram por esse sofrimento durante a Segunda Guerra Mundial quando tentavam se esconder da perseguição nazista.

E é um pouco dessa história (com H maiúsculo) contada no famoso livro "O Diário de Anne Frank" que o visitante tem a oportunidade de conhecer de perto durante a visita a Casa de Anne Frank, localizada em Amsterdam.

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O museu biográfico abriu suas portas em 1960, graças ao esforço de Otto, único sobrevivente desta tragédia (ele morreu em 1980). Ele fica no mesmo edifício onde Anne e seus companheiros viveram, na rua Prinsengracht, 263.

O local vinha passando por reformas, inclusive durante a nossa visita em abril de 2018, e em novembro de 2018 foi reinaugurado. Está novinho e todo modernizado.

Mas o que tem dentro desta casa? Como é a visita? Com tantas atrações na cidade, vale a pena visitar, mesmo se eu não tiver lido o livro? Como comprar o ingresso? Quem foi Anne Frank e o que ela escreveu em seu diário?

Confira agora as respostas para todas estas perguntas.



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Quem foi Anne Frank?

Antes de você visitar a Casa de Anne Frank, é bom saber primeiro quem foi essa garotinha e o que ela escreveu de tão importante que a tornou um dos personagens reais mais marcantes da história da Segunda Guerra Mundial.

Anne Frank era uma menina judia de 13 anos. Quando completou esta idade, ganhou um diário de presente de aniversário de seu pai, Otto Frank. Desde então, passou a contar - quase que diariamente - todas as suas experiências, emoções, medos e dúvidas.

Foto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Foto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org


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Até então, sua família tinha uma vida confortável e até tranquila, embora tivesse que seguir as regras impostas pelos nazistas durante a guerra. Por serem judeus, tinham de estudar em escolas para judeus, frequentar e comprar apenas em lugares específicos para eles e dezenas de outras condutas que deveriam ser seguidas.

Porém, quando a irmã de Anne, Margot, foi convocada para um campo de trabalho alemão, toda a sua família se viu obrigada a se esconder em um porão (anexo), localizado no escritório onde seu pai tinha uma empresa: a Opekta.

Ali, em um espaço com entrada secreta atrás de uma estante, oito pessoas tiveram que conviver por cerca de dois anos, sem fazer barulho, sem chamar atenção e com medo, até serem denunciadas e enviadas para os campos de concentração.

Durante o período em que ficou escondida, a família de Anne é auxiliada somente por alguns funcionários que trabalhavam no escritório, levando comida, livros ou notícias do mundo exterior. E é um deles (a senhora Miep Gies) que encontra os diários e os entrega para o pai da adolescente. Isso depois que ele é libertado dos campos de concentração, após o fim da guerra.

Anne morreu de tifo (assim como sua irmã, alguns dias antes) no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha (não se sabe se no final de fevereiro ou início de março de 1945). O mais triste é que, em 12 de abril daquele ano, o campo em que ela estava foi libertado pelos ingleses.

O Diário de Anne Frank

O Diário de Anne Frank é um dos livros mais marcantes deste período e um dos mais lidos sobre a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial.

Os relatos de Anne vão de julho de 1942 a agosto de 1944, quando os oficiais da Gestapo descobrem o esconderijo e levam cada uma das pessoas para vários campos de concentração

Uma das edições do Diário de Anne Frank - Casa de Anne Frank em Amsterdam
Uma das edições do Diário de Anne Frank - Casa de Anne Frank em Amsterdam


Detalhes como não poderem usarem o banheiro à noite, não poderem tossir quando resfriados, falta de comida, falta de banho diário, falta de privacidade, frio, calor, brigas e tantas outras situações foram relatadas com tamanha emoção que só poderiam ser descritas por quem vivenciou "na pele" cada uma delas. 

Eu li o livro e fiquei chocada com o que essas pessoas passaram. São várias passagens marcantes e emocionantes.

Versão original do Diário de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Versão original do Diário de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org


Entre alguns trechos do livro, pode-se destacar:

"Acontece o mesmo com as cortinas. Desde que viemos nos esconder, elas foram presas firmemente nas janelas. Algumas vezes uma das damas ou cavalheiros não consegue resistir a uma espiadinha lá fora. Resultado: uma tempestade de críticas (...)". Página 154.

"Acredito que, no correr do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará, e abrirá caminho para o respeito e a admiração de todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas!" - Página 329.

"Eu me agarro a papai porque meu desprezo por mamãe cresce dia a dia, e só através dele consigo manter o pouquinho de sentimento familiar que ainda tenho". Página 151.

"Sempre que vem alguém de fora, com o vento nas roupas e o frio nas bochechas, sinto vontade de enterrar a cabeça debaixo dos cobertores para não pensar: 'Quando será que poderemos respirar ar puro de novo?' Não posso fazer isso - pelo contrário, tenho de manter a cabeça erguida e ver as coisas de modo corajoso, mas os pensamentos voltam assim mesmo. (...). Acredite, se você ficasse trancada um ano e meio, acabaria achando demais". Página 164.

"Banhos: A tina está disponível a todos os moradores depois das nove da manhã aos domingos. Os moradores podem tomar banho no banheiros na cozinha, no escritório particular ou no principal, como quiserem". Página 79.

"PS. esta manhã o banheiro estava entupido, e papai teve de enfiar um pau comprido e pescar vários quilos de excremento e papel de embalar morangos (que usamos como papel higiênico atualmente). Depois disso queimamos o pau". Páginas 103 e 104.

Publicação - Após ler estes e tantos outros relatos da filha, Otto Frank descobriu que ela queria ser jornalista, escritora e ter seu diário publicado. 

Foi então que ele se empenhou para atender a vontade de Anne e, em 1947, lançou o Diário de Anne Frank em sua primeira versão com alguns trechos censurados (que envolvem as brigas com a mãe e até situações sobre a sexualidade da menina). Posteriormente, o diário foi publicado integralmente.

Atualmente, o livro já pode ser encontrado em mais de 70 idiomas. Além disso, ele e as outras duas obras de Anne (Livro de Belas Frases e Contos do Esconderijo) fazem parte, desde 2009, do Patrimônio Mundial para Documentos da Unesco - The Memory of the World Register.

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O que tem dentro da Casa de Anne Frank

Agora que você já sabe um pouco da história de Anne e destes personagens marcantes e ainda conheceu um pouco do conteúdo do livro (se é que você ainda não tinha lido), consegue perceber que a visita ao museu Casa de Anne Frank é, realmente, imperdível.

Mas o que ainda tem dentro deste antigo escritório que serviu como esconderijo na época da Segunda Guerra?

Primeira coisa: lá dentro é proibido filmar ou fotografar. As fotos internas neste post foram retiradas do site da Casa de Anne Frank.

A visita começa na recepção, quando cada turista recebe um audioguia (são nove idiomas disponíveis). Ele é imprescindível para saber mais detalhes sobre cada espaço visitado, a perseguição dos judeus, a Segunda Guerra e as pessoas que moravam no esconderijo.

No hall tem uma maquete de como era o prédio por dentro. É interessante conhecer a estrutura para se localizar nos espaços depois.

Maquete da Casa de Anne Frank em Amsterdam
Maquete da Casa de Anne Frank em Amsterdam


Por dentro, o edifício datado da década de 40 está praticamente vazio. A pedido do pai de Anne, no anexo, em especial, não tem nada. O que a gente pode ver são pequenos trechos do Diário projetados nas paredes, fotografias e recortes pregados nas paredes, documentos, alguns objetos e o Diário de Anne.

Os pertences originais foram saqueados depois que o esconderijo foi descoberto.

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam

No quarto de Anne e do dentista Fritz Pfeffer (já que eles dormiam no mesmo espaço), por exemplo, é possível ver as fotografias, posteres de artistas, cartões postais e recortes de revistas pregados nas paredes. 

Segundo os relatos de Anne em 11 de julho de 1942, o quartinho estava muito nu. "Graças a papai - que tinha trazido antes toda a minha coleção de cartões postais e de fotos de estrelas de cinema (...), pude cobrir a paredes com gravuras. Ficou muito mais alegre."

Quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org

Parede do quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Parede do quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org

Foto do quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Foto do quarto de Anne Frank no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org


O passeio não tem um tempo de duração. A cada 15 minutos, um grupo de cerca de 80 pessoas (que compraram seus ingressos com horário marcado antecipadamente pela internet) pode entrar e conhecer os espaços.

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam


Mas a visita é feita seguindo um trajeto único. Depois que você entra, não tem como mais voltar.

É preciso passar por cada cômodo (todos com janelas fechadas e um pouco escuros para fazer o visitante sentir um pouco da experiência de viver isolado do mundo) e subir escadas (são várias e bem íngremes) até chegar ao final do percurso.

Logo em seguida tem banheiros, um café e a lojinha oficial com livros e outros produtos.

Entrada da Casa de Anne Frank. Acima, café. Museu em Amsterdam
Entrada da Casa de Anne Frank. Acima, café

Poder estar no mesmo lugar onde tudo aconteceu é bem emocionante. Cada cantinho respira história. E é possível imaginar Anne, quase uma criança, presente nos espaços e escrevendo sua história - que ela queria que fosse divulgada para o mundo quando a Guerra acabasse. 

Um dos locais mais emblemáticos do edifício, porém, é a famosa porta secreta. Ela ficava atrás de uma estante móvel no escritório de Otto.

Por dois anos, ninguém imaginava que, atrás daquela mobília cheia de livros, oito pessoas estariam vivendo sob condições sub-humanas, escondidas simplesmente por serem judias.

Porta secreta na Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Porta secreta na Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org


O Diário original de Anne Frank também está exposto na Casa em um espaço exclusivo.

Diário original de Anne Frank exposto no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org
Diário original de Anne Frank exposto no museu em Amsterdam. Foto: www.annefrank.org


Também é possível ver trecho de filmes e documentários da época. O mais emocionante é o relato em vídeo do pai de Anne, quase ao final do percurso, contando um pouco sobre a história de sua filha relatada nas páginas do Diário.

Como comprar o ingresso para visitar a Casa de Anne Frank

Dois meses. Nem um dia antes. Este é o tempo de antecedência da data de sua visita que você deve comprar o ingresso para a Casa de Anne Frank.

No site do museu contém uma informação de que 80% dos ingressos são divulgados com exatamente dois meses de antecedência. Os outros 20% são liberados no dia. E eles são vendidos APENAS pela internet.

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam


Por isso, a primeira coisa que você deve fazer, após escolher a data da visita, é calcular exatos dois meses. Neste dia, pontualmente, compre os ingressos. 

Exagerada? De jeito nenhum. A Casa de Anne Frank é um dos atrativos mais visitados de Amsterdam. A entrada é feita com horário marcado e os ingressos acabam muito rápido porque, lá dentro, o espaço é pequeno e poucas pessoas são permitidas por vez.

Pode até ser que você consiga algum ingresso, deixando para comprar próximo do dia que queira fazer o passeio. E eu até fiz umas simulações aqui, tentando comprar para umas datas próximas. Só encontrei vaga para sete dias em diante. E, mesmo assim, alguns apenas com disponibilidade para a parte da manhã. 

Entrada - No dia da visita, são organizadas filas em frente a portaria, de acordo com cada horário de entrada. Mas, apesar de grandes, elas andam bem rapidinho. É tudo bem organizado.

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam

Mamis esperando para entrar na Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Mamis esperando para entrar na Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam

Idosos e pessoas como dificuldade de locomoção

Quem tiver algum problema de locomoção não vai conseguir fazer a visita completa. O local é muito apertado e tem várias escadas, algumas deles muito íngremes. Aliás, esse é o modelo das casas holandesas: altas, estreitas e com muitas escadas.

Pessoas com cadeiras de rodas só terão acesso à parte moderna do museu, conforme consta no próprio site da atração, onde estão localizados uma exposição, café, loja e banheiros.

As demais que tiverem dificuldades ou idosos, por exemplo, vão precisar ter um pouco de cuidado. no momento das escadas. Mamis deu conta tranquilamente.

Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam
Casa de Anne Frank: como visitar o museu em Amsterdam


Casa de Anne Frank

Funciona:  
De 1º de abril a 1º de novembro - diariamente - das 9 às 22 horas
De 2 novembro a 31 de março - diariamente - das 9 às 19 horas | Sábado - até às 21 horas
Endereço: Prinsengracht 263-267, 1016 GV 
Telefone: +31 20 556 7105
Valor: 10 Euros + 0,50 centavos da taxa de reserva (entre 10 e 17 anos: 5 Euros | Menores de nove anos: gratuito)
Estações de metrô: Estação Central (distante 20 minutos a pé) | ônibus 170, 172 e 174 param no ponto Westermarkt, perto do museu | Trams 13, 14 e 17
Sitewww.annefrank.org



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