14 de dezembro de 2015
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Museu do Mazzaropi - Taubaté

Post atualizado em 19 de agosto de 2016
Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Por Daniela Almeida
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Quem é que nunca riu com o jeitinho todo peculiar de andar do saudoso Mazzaropi? Quem nunca assistiu a pelo menos um filme deste ícone do cinema brasileiro? Tristeza do Jeca (primeiro filme colorido de Mazzaopi); Jecão, um Fofoqueiro no céu; O conrintiano; O vendedor de linguiça; O Jeca e Égua Milagrosa; e tantos outros títulos.

Desde que me entendo por gente que, lá em casa, todo mundo é fã do Mazzaropi. Sempre que nos deparamos com um filme dele sendo exibido na televisão, paramos em frente à telinha para assistir, pela milionésima vez!!! E damos risadas, como se fosse a primeira vez. Mamis, então, é a mais fã de todas!!!

Foi por isso que, quando descobrimos que Taubaté era pertinho (uns 40 minutos) de Aparecida (veja o post completo sobre nossa viagem à cidade de Nossa Senhora Aparecida) e que era lá que ficava a fazenda do Mazzaropi e o Museu em sua homenagem, não pensamos duas vezes e resolvemos ficar na cidade por mais um dia para conhecer de perto um pouco mais da história deste que foi um dos maiores comediantes do cinema brasileiro.

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Como chegar

O museu foi nossa primeira parada na cidade, antes mesmo de encontramos um hotel para ficar. O lugar é um pouco distante da rodoviária e, de táxi, nos custou R$ 20.

A entrada é feita ao lado do Hotel Fazenda Mazzaropi, onde os filmes eram produzidos no estúdio de cinema do artista.




O Museu do Mazzaropi

O museu é incrível. Ele foi criado em 1992, 11 anos depois de seu falecimento, nas dependências do Hotel Fazenda Mazzaropi, onde o comediante construiu o seu estúdio de cinema (um dos mais modernos da época) e produziu boa parte de seus filmes.

Museu do Mazzaropi - Taubaté


Logo na entrada nos deparamos com a figura do Mazzaropi, nos dando as boas-vindas!!!

Museu do Mazzaropi - Taubaté


Depois desta "recepção", mergulhamos "de vez" na história deste artista que viveu por 69 anos, boa parte deles na cidade de Taubaté.

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu do Mazzaropi - Taubaté


Ao todo, Mazzaropi produziu mais de 30 filmes, entre 1952 e 1980. A história da filmografia e de sua vida pessoal é contada através de painéis cronológicos e também pelos objetos originais utilizados nos filmes.

São mais de 20 mil itens, como as botas que ele usava nas cenas, chapéus, utensílios, câmeras e projetores, dinheiro cenográfico, roupas, cama, malas, espingarda (usada pelo personagem Jeca Tatu), fotos, documentos, entre tantos outros.

O acervo exposto foi reunido pelos novos donos da fazenda que era de Mazzaropi. Depois de sua morte, em 1981, todo seu patrimônio foi vendido, leiloado ou perdido. Após a compra da Fazenda, os novos proprietários, que eram amigos do cineasta, começaram a recuperar os objetos e criaram o Museu para resgatar, preservar e divulgar sua vida e obra.

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Acervo

Todo o material do museu é divido em seções:

Museológico
- Cartazes e quadros com cenas dos filmes
- Equipamentos de cinema e aparelhos de imagens e sons
- Mobiliário
- Adereços e Acessórios
- Vestuário
Fotografia
- Negativos
- Fotografias em papel
- Cópias de fotografias
- Fotografias em arquivo digital
Bibliográfico
- Livros
Audiovisual
- CDs e DVDs
- Caixas com rolos de filme de 16 mm
Rolos de filme 16 mm

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Além da exposição do material, o visitante ainda pode assistir à algumas gravações de Mazzaropi. No dia de nossa visita, estava sendo exibida e entrevista que ele havia concedido à Hebe Camargo na TV Bandeirantes, em 1981 (ele faleceu poucos meses após a produção deste programa).

O programa é muito engraçado: ele conta piadas junto com a Hebe, canta, conversa e ri bastante!!

Museu do Mazzaropi - Taubaté




Quem gosta de comprar lembrancinhas, como a gente, o Museu ainda tem uma uma lojinha com canecas, lápis, camisetas, DVDs com todos os filmes, livrinhos e vários outras. Para variar, nós compramos uma caneca para a nossa coleção, um copo (quem viaja e traz um copo de vidro de lembrança? - rsrsrs - tudo bem que era do Mazzaropi, mas mesmo assim.......), um livrinho e um lápis (isso mesmo, você não leu errado: um lápis) com o rosto do Mazzaropi na ponta!

Lápis do Mazzaropi


O Museu também tem um auditório, onde são exibidos os filmes de Mazzaropi.

Museu do Mazzaropi - Taubaté

Museu Mazzaropi

Funciona: de terça a domingo, das 8:30 às 12:30 (a bilheteria fecha às 12 horas)
Endereço: Estrada Municipal Amácio Mazzaropi, 201 - Itaim - Taubaté - São Paulo
Telefone: + 55 12 3634-3447
Valor (agosto de 2016): R$ 10 (Idosos e crianças até sete anos - gratuito)

Quem foi Mazzaropi

Nascido em 1912, Amácio Mazzaropi estrou como ator no teatro aos 20 anos na peça "A herança do Padre João". Morou por vários anos em Taubaté, primeira residência de seus avôs maternos, quando chegaram de Portugal, e de sua mãe Clara. 

Até chegar à televisão e ao cinema, Mazzaropi se apresentava nos circos e nos palcos dos teatros. Na década de 40, estreou no rádio, onde ficou conhecido por seus personagens caipiras, sendo o Jeca Tatu o principal deles. 

Estreou na televisão no mesmo dia em que ela foi inaugurada, em 1950, quando foi convidado para se apresentar no show de estreia da TV Difusora de São Paulo. Apresentou alguns programas e, devido ao grande sucesso, em 1951 foi convidado para um teste na Companhia Cinematográfica Vera Cruz.  

Em 1958, criou sua própria produtora: a Produções Amácio Mazzaropi. Para produzir seu primeiro filme (Chofer de Praça), vendeu tudo que tinha, casa e carro, para alugar os estúdios e os equipamentos da Vera Cruz.

Em 1961, adquiriu a fazenda em Taubaté, onde construiu o seu próprio estúdio de cinema, além de um hotel para acomodar toda a equipe.

Ao longo de sua carreira, trabalhou em mais de 30 filmes, sendo 24 deles produzidos por sua produtora PAM Filmes. O último título produzido e lançado pelo cineasta foi o "Jeca e a Égua Milagrosa", em 1979. 

Não chegou a concluir o 33º filme de sua carreira (Maria Tomba Homem), pois faleceu em 13 de junho de 1981.


Leia mais sobre nossa viagem ao Vale do Paraíba:
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