1 de julho de 2015
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O Diário de Anne Frank - uma viagem à Holanda da Segunda Guerra


O Diário de Anne Frank - uma viagem à Holanda da Segunda Guerra


O Diário de Anne Frank - uma viagem à Holanda da Segunda Guerra

Por Daniela Almeida
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Hoje o D&D Mundo Afora estreia a nova página com dicas de livros. E o primeiro título não poderia ser outro: O Diário de Anne Frank. É um livro fantástico!!!

Sempre gostei de ler sobre histórias da Segunda Guerra Mundial, mas este livro me surpreendeu, pois conta experiências reais de uma jovem judia e de sua família em um período marcado pelo medo e pelo terror.

O livro já vendeu mais de 30 milhões de cópias e está entre os mais vendidos dos últimos 50 anos, segundo algumas pesquisas.

História de Anne Frank
A história se passa em Amsterdam, na Holanda, na época em que os nazistas alemães invadiram o país e perseguiram os judeus. Os relatos de Anne vão de 1942 a 1º de agosto de 1944.

Quem é Anne Frank?
Anne Frank é uma menina judia de 13 anos. Quando completou esta idade, ganhou um diário de presente de aniversário de seu pai, Otto Frank, e passou a contar - quase que diariamente - todas as suas experiências, emoções, medos e dúvidas. 

Até então, sua família tinha uma vida confortável e até tranquila, embora tivesse que seguir as regras impostas pelos nazistas durante a guerra. Por serem judeus, tinham de estudar em escolas para judeus, frequentar e comprar apenas em lugares específicos para eles, e dezenas de outras condutas que deveriam ser seguidas.

Porém, quando sua irmã Margot foi convocada para a guerra, toda a sua família se vê obrigada a se esconder em um porão (anexo), localizado no escritório onde seu pai tinha um negócio. Ali, em um espaço com a entrada atrás de uma estante, oito pessoas (Anne, seu pai Otto, sua mãe Edith e sua irmã Margot. Também a família de Van Daan, composta por ele, sua esposa e seu filho Peter. E ainda o senhor Dussel) tiveram que conviver por cerca de dois anos, sem fazer barulho, sem chamar atenção e com medo de serem pegos. 

Detalhes como não poderem usarem o banheiro à noite, não poderem tossir quando resfriados, falta de comida, falta de banho diário, falta de privacidade, frio, calor, brigas e tantas outras situações foram relatadas com tamanha emoção que só poderiam ser descritas por quem vivenciou "na pele" cada uma delas.

Entre alguns trechos do livro, pode-se destacar:

"Acontece o mesmo com as cortinas. Desde que viemos nos esconder, elas foram presas firmemente nas janelas. Algumas vezes uma das damas ou cavalheiros não consegue resistir a uma espiadinha lá fora. Resultado: uma tempestade de críticas (...)". Página 154.

"Acredito que, no correr do próximo século, a ideia de que é dever da mulher ter filhos mudará, e abrirá caminho para o respeito e a admiração de todas as mulheres, que carregam seus fardos sem reclamar e sem um monte de palavras pomposas!" - Página 329.

"Eu me agarro a papai porque meu desprezo por mamãe cresce dia a dia, e só através dele consigo manter o pouquinho de sentimento familiar que ainda tenho". Página 151.

"Sempre que vem alguém de fora, com o vento nas roupas e o frio nas bochechas, sinto vontade de enterrar a cabeça debaixo dos cobertores para não pensar: 'Quando será que poderemos respirar ar puro de novo?' Não posso fazer isso - pelo contrário, tenho de manter a cabeça erguida e ver as coisas de modo corajoso, mas os pensamentos voltam assim mesmo. (...). Acredite, se você ficasse trancada um ano e meio, acabaria achando demais". Página 164.

"Banhos: A tina está disponível a todos os moradores depois das nove da manhã aos domingos. Os moradores podem tomar banho no banheiros na cozinha, no escritório particular ou no principal, como quiserem". Página 79.

"PS. esta manhã o banheiro estava entupido, e papai teve de enfiar um pau comprido e pescar vários quilos de excremento e papel de embalar morangos (que usamos como papel higiênico atualmente). Depois disso queimamos o pau". Páginas 103 e 104.

São muitos trechos que mostram o período difícil que todos eles viveram.

O que mais me chamou a atenção foi que, apesar de adolescente, Anne é muito crítica e não concorda com valores impostos pela sociedade da época. Ela escrevia, exatamente, para que seus textos fossem um dia publicados.

Os relatos de Anne Frank são encerrados em  agosto de 1944, quando oficiais da Gestapo descobrem o esconderijo e levam cada uma das pessoas para vários campos de concentração.

Anne morreu de tifo (assim como sua irmã, alguns dias antes) no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha (não se sabe se no final de fevereiro ou início de março de 1945). O mais triste é que, em 12 de abril daquele ano, o campo em que ela estava foi libertado pelos ingleses. 

Durante o período em que ficaram escondidos, a família de Anne é auxiliada por pessoas que trabalham no escritório. E é uma delas que encontra os diários de Anne e os entrega para o pai da adolescente. 

Em 1947, o Diário de Anne Frank é lançado em sua primeira versão com alguns trechos censurados (que envolvem as brigas com a mãe e até situações que envolvem a sexualidade da menina). Posteriormente, o diário foi publicado integralmente.

O Diário de Anne Frank - uma viagem à Holanda da Segunda Guerra
O Diário de Anne Frank - uma viagem à Holanda da Segunda Guerra


O pai de Anne foi o único sobrevivente dentre os oitos prisioneiros do anexo holandês. Morreu em 19 de agosto de 1980.

O Diário de Anne Frank
O diário original está preservado no Instituto Holandês para a Documentação da Guerra. 

Casa de Anne Frank - Holanda
Hoje é possível visitar o anexo onde a família e amigos de Anne Frank viveram durante dois anos. Para saber mais informações, basta acessar o site oficial do Museu.

Ingressos para Casa de Anne Frank

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Ficha Técnica do livro:
O Diário de Anne Frank
Editora: Record
Autor: Anne Frank
Edição: Definitiva
Ano: 2010
Número de Páginas: 349



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